domingo, 2 de novembro de 2008

Peço-te imensa desculpa, Fernando Alvim.

Raras vezes foram as que aqui plagiámos.
Muitas vezes nos mandaram tiros, mas é raro acertarem.

"Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do que se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares. Ou porque sim e não falamos mais nisto. Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas que faz favor, vamos dizendo: “Nem pensar, leve isso daqui que me irrita a pele”.


Ora, por vezes, o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos.. E muitas das vezes, sabendo deste nosso problema, escolhemos para nós aquilo que sabemos que, invariavelmente, iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que – aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de 10 anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nós nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou – e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide – foram as expectativas que nós criamos em relação a ela. Impressionados?


Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é díficil – dizem – é saber quando gostam de nós. E, quando afirmam isto, bebo logo dois dry martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem “ ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “ ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada” nem “ ai que não vi a tua chamada não atendida”.

Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.

Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campaínha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós."

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Obrigado, comentário.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

j'aime encore.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sudoeste

De cansado a casado, vai só uma letrinha.
Não ter a palma das mãos bronzeadas.

sábado, 26 de julho de 2008

Polvos de férias.

Voltei a casa, acabou-se o lectivo.
Tive que arrancar as ervas à volta do baloiço para poder andar nele.
Espalhei herbicida à volta dele, mas duvido que algumas sumam de vez.
Mesmo assim, não há baloiço melhor que o de casa.
Felizmente, ainda se encontrava bem preso ao chão.

sábado, 21 de junho de 2008

Aturar as merdas dos outros.

Encontrei este vídeo porque queria ouvi-los.
Surpreendi-me quando ele agradece a todos aqueles vultos que ele via mal por causa do foco; agradece por aturarem todas aquelas merdas de serem fãs de Coldplay.
"Eh pa, tu gostas de Coldplay?", gosto sim, e agradeço que vás ouvir o teu som fixe para longe de mim, e agradeço que não venhas aprender a sentir Coldplay como quem sabe sentir Coldplay.
Realmente quando penso vejo que até ele percebe que as pessoas têm esse estigma anti-Coldplay.
É bom saber que é pequeno, tão pequeno tão pequeno o grupo de pessoas que sabe ouvir Coldplay como eu ouço que chega para me encher o coração todo.
Coldplay de frio não tem nada. Nem eu.


quarta-feira, 11 de junho de 2008

Carristur

Lição de voo intensivo


Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,
e também a Bondade,
e a Sinceridade,
e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração.
Então poderia dizer-vos:
"Meus amados irmãos,
falo-vos do coração",
ou então:
"com o coração nas mãos".

Mas o meu coração é como o dos compêndios
Tem duas válvulas (a tricúspide e a mitral)
e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
O sangue a circular contrai-os e distende-os
segundo a obrigação das leis dos movimentos.

Por vezes acontece
ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados,
e uma lâmina baça e agreste, que endurece
a luz dos olhos em bisel cortados.
Parece então que o coração estremece.
Mas não.
Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático,
que esse vento que sopra e que ateia os incêndios,
é coisa do simpático.
Vem tudo nos compêndios.

Então, meninos!
Vamos à lição!
Em quantas partes se divide o coração?


Mon ami, António Gedeão.
E a completar o post anterior, o cd de coldplay está assim a modos que fraquito. Mas não o mando fora.
Ah, e ó António, experimenta escrever com o coração em vez de com a cabeça.

Não tenho títulos

Já estava deitado até. É bué tarde.
Tens que passar algum tempo, amor. Tens que passar algum tempo comigo.
Vou-te possuir o coração.
Death Cab For Cutie vai estar em repeat enquanto escrever isto.
Há imensas coisas que vemos a metamorfizar-se à nossa frente. Coldplay tinha CD's chamados A Rush of Blood to the Head, e agora tem um chamado Viva La Vida. Isto é uma metáfora fodida.
Há coisas que mudam para tão pior. Os Green Day eram muita porreiros quando cantavam dizendo
King for a day, princess by dawn.
E agora já se juntavam com o Bono porque as árvores estão a morrer e não sei quê. Porra, já não se faz Vinho do Porto fixe ou quê?
Tudo o que é mais velho tem que apanhar bolor? Não, pois não? Não mesmo. Não mesmo.
Já o mesmo não digo das coisas que sempre me acompanharam, as outras que já não têm a ver com os Green Day de cabelos às cores em 1994.
Esses Death Cab for Cutie são uns desses. Eu ouvia-os quando achava confuso gostar de uma banda que não tivesse guitarradas potentes; Eles tocavam muito à base das cordas, mas eram umas guitarras diferentes; Tinham corações lá nas cordas.
Sempre mandei fora as coisas que já não prestam, sempre guardei as que não servem de nada mas que me fazem feliz. Tenho bilhetes de cinema que só eu é que os guardei. Opá, tenho imensa merda em que fui eu que fiquei com os dois bilhetes, mas não me vou chatear muito com isso agora, nem é disso que falo. Quando mudei a primeira vez de casa, reparei na quantidade de lixo que se acumula enquanto se vai vivendo anos e anos parado, conformado com o nosso pequenino espaço onde achamos ser felizes e onde temos o hábito de saber sempre onde é que está a caneta verde, a gaveta das fotografias das férias com os pais e para que canto atirar a roupa suja e usada.
Já vou na terceira repeat da música.
Anyway, e quando reparei na quantidade de lixo que tinha acumulado quando estava a empacotar as minhas coisinhas de uma casa para a outra, deixei metade para trás. Fiz isso com os amigos da escola do sétimo para o oitavo, também. Nunca mais vi nenhum. Trouxe apenas um ou dois carrinhos, aqueles que ficam. Como o Lamborghini que abria as portas para a cima, e a menina decidiu puxar a porta para o lado. Quebrou-me a porta, era pequenino e foi só a porta que partiu, portanto. Resolviam-se as chatices entre menino e menina com um chupa a cada um e um beijinho nas bochechas obrigado pelos pais. Porque é que as meninas insistem em prever para que lado é que as portas abrem? Vêm um carro que nunca viram, e estão logo à espera que aquele também abra a porta como os outros todos que viram. Óptimo, fiquem-se nessa. Eu cá gosto de ler manuais de instrução antes de brincar aos carros.
Agora não, agora já não podes decidir se queres mandar coisas fora assim ou não, é tudo demasiado complicado. Reparas que não gostas nada daquilo, queres mandar embora. Mas para já, os caixotes do lixo aqui em Lisboa são dos altos e pequenos, ao contrário daqueles caixões gigantes onde cabem quase frigoríficos combinados de 50 litros; Aqui tens que ter mais cuidado com o que queres levar para o lixo, porque há quem coma de lá aqui nesta cidade, e quem encontre lá relíquias. Já encontrei uma vez. Relíquias, comida graças a Deus que tenho a melhor família do mundo a segurar-me as mãos e nunca me faltou nada.
E este será provavelmente daqueles textos que muita gente lê, dado o tamanho pequenino dele, as milhares e milhares de metáforas parvas e minhas usuais aí pelo meio.
Pelo menos, alguém deitou por mim fora o frio. Já posso outra vez dormir com meio corpo fora dos lençóis, já posso vestir t-shirts e sentir-me leve e apanhar escaldões.
É tão difícil quando tens que pensar no "Oh, guardo isto ou não? Oh, que se lixe, bota 'pró lixo.", para mim. Ou há uma razão muito forte para se guardar, ou então manda fora, precisas de espaço para dançar.
Quando decidi tirar a mesa do quarto e metê-la na marquise, fui gozado, e agora, tenho chão como o caraças.
Estava agora a pensar no porquê de eles terem feito a música tão grande. Vou nos quatro minutos e ele ainda não falou. Então uma banda como eles, quando tem coisas para falar sobre o amor, não devia falar logo ? Não é assim que se faz? Estou perdido.

"fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido
com roupa passada a ferro, rastos de chamas dentro
do corpo, gritos desesperados sob as conversas: fingir
que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes: na rua onde
os nossos olhares se encontram é noite: as pessoas
não imaginam: são tão ridículas as pessoas, tão
desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam: nós
olhamo-nos: fingir que está tudo bem: o sangue a ferver
sob a pele igual aos dias antes de tudo, tempestades de
medo nos lábios a sorrir: será que vou morrer?, pergunto
dentro de mim: será que vou morrer?, olhas-me e só tu sabes:
ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer:
amor e morte: fingir que está tudo bem: ter de sorrir: um
oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga"

How i wish you could see the potential,
the potential of you and me.

É uma letra viciante. É uma letra que me pega pelo sítio certo. Mas pronto, é Death Cab, não é? E há coisas que nunca, nunca mais queremos mandar fora.
Vêm aí os Santos de Lisboa. E eu ando tão de mãos dadas com Lisboa. Quero cheirar manjericos nas mãos de outrém.
Também dão aqui manjericos, não é só em Viseu, pois não?

terça-feira, 3 de junho de 2008

Qualquer coisa que encontrei.

sábado, 31 de maio de 2008

Actualização obrigatória

Passarinho no bar da faculdade.

You broke the bread
We drank the wine
Your lip was bleedin' but it was fine
Come on inside, babe, across the line
I love you more than I
But then this bird just flew away
She was never meant to stay
Oh to keep her caged would just delay the spring
You broke your word
Now that's a lie
We had a deal that you would try
Come on inside, girl, I think it's time
High time we drew the line
But then this bird just flew away
While I looked the other way
Oh to keep her caged would just delay the spring
Oh you broke my soul
Dear you stole the plot
You left an empty shot
There's nothing left here 'cos you took the lot
An empty cage is all I've got
'Cos when your bird has flown away
She was never meant to stay
Oh to keep her caged would just delay the spring
To keep her caged would just delay the spring


Travis.
E o gajo a dar-lhe com as letras, dasse.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Post #123.

É engraçado dar-me a saudade deste pedacinho de vídeo exactamente 100 posts depois do único post #23 que o blog tinha.
Mas é tão bom, e tem um ar tão não-filme.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Andar de karts.


Trava por dentro o tempo, antes de se ir deitar.
Na sexta-feira, fui andar de Karts para Palmela. Levei o carro para chegar até lá.
Sábado lavei-o, e assim que acabei de o limpar por fora, desata a chover torrencialmente, enquanto estava com o rabo cá fora a aspirá-lo por dentro, porta a porta.
Se não fosse a minha rica mamã. A minha única faz-tudo-Macguyver-mulher que conheço.
E então vim andar de carro em Lisboa a primeira vez. A primeira mesmo, a conduzir. Já não tremia a andar de carro desde que o fiz a primeira vez, encartado, em Viseu sozinho na viatura, a caminho da Bernardim, provavelmente.
Os buracos que Lisboa deixou irritaram-me profundamente na noite de Sábado. Ainda me vi obrigado a desviar de imensos buracos negros.
Parti rumo ao desconhecido com um destino definido. Linda Martini.
Guarda tudo, deita fora. Daqui não vais embora!
Era numa tenda de circo, que vi o Homem Elefante, e cuidado, tem aqui dois ferrinhos, não tropeces.
Ainda por cima podia-se fumar lá dentro. Ainda perguntei à menina do bar se tinha favaios, mas ela disse que não, e disse logo "Mas tenho vinho!", que eu presumi ser do garrafão e não me pareceu boa ideia. É um fino então. "Um quê?" Ai, uma imperial, se faz favor.
Precisas das legendas? No São Mateus em Viseu um gajo via os filmes mesmo à patrão, mas como tudo que é velho e recesso, é preciso mentes brilhantes como os da Fábrica do Braço de Prata para pegarem naquilo. Até um forninho a lenha com pão com chouriço quentinho tinha. Bem que tinha comido um, esqueci-me das bolachas no carro.
De volta ao filme; Bonito e constrangedor, é a primeira opinião que se tem. Passado algum tempo, o bonito fica e o constrangedor saiu, dando lugar ao interesse de estudar as clavículas do senhor John Merrick, e seu passado, já que o futuro está ainda incerto.
Depois, lá vieram eles.
Os olhos param em ti e em mim, enquanto preenchemos o espaço vazio, impossível de preencher por alguém que não nós.
À procura de uma casa de banho, fui parar a uma sala escura, com mesinhas e ninguém sentado, portanto a casa de banho não era para ali, era lá fora.
Sentei-me e fiquei com frio, por algum tempo até me esquecer dele.
Se as mãos pudessem dizer por mim.
A chuva não quis caír, naquele bocado.
Mostra o teu jogo. Eu pago para ver.
Era tarde, então voltei para o carro, tirei uma flor que caíu da árvore no tejadilho do carro e guardei-a para dar à minha mãe.
Fiz exactamente o mesmo caminho de volta, só sabia e só queria aquele.
Parei o carro ao pé do Pedro Nunes para ainda fumar um cigarro, mandou-me o Sigmund Freud dizer.

Aí sim, voltou uma chuvada do caraças, e com ela veio grande fome, havia ali a melhor pastelaria para comer empadas quentinhas, fiquei a imaginar alguém a saír ali do liceu ao lado a correr num intervalo para ir ali sacar uma empadinha.
Daí, fui para casa.
Diz-lhe para parar aqui. Eu queria tanto parar aqui. O mundo é grande e em todo o lado se vive. Diz-lhe para parar aqui, vivemos em caixas de fósforos. Não sopres. Se as mãos pudessem dizer por mim. Eu queria tanto parar aqui. Pára.
Daí, fui para casa. Comi mais bolachas de canela, como tinha feito na noite anterior, e adormeci.

Em itálico estão excertos perdidos de letras de Linda Martini. Eu é que vos agradeço de voltarem a tocar em Lisboa.
Até amanhã, então.

Primeiro, isto.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Bloco de Paredes de Coura #1

I found out you going out with him
You, would not believe the state I'm in
I can't stand I'm just no good for you oooh
I can't stand I'm just no good for you
She's got friends that hate it when I call
I hope that all to her good things I've done
I can't stand I'm just no good for you oooh
I can't stand I'm just no good for you for you, for you ohhh
She said that my chance has been and gone
Cos I've been in for the same clothes far too long
I can't stand I'm just not fit for yooou oooh
I can't stand I'm just not fit for you, for you, for you ohhh
I found out your going out with him



You said things would never change
But sometimes they get rearranged
I know that you’re wrong
You’ve known all along
You said I could keep you safe
Then up and left without a trace
I know that you’re wrong
You’ve known all along
I’ll never take it back
I’ll never take it back
I didn’t mean to make you cry
I’m not sorry
No, I’m not sorry
No, I’m not sorry
No, I’m not sorry
Things you say, they sound so fake
Can make me drink until I ache
I know that you’re wrong
You’ve known all along
You’re not pleased till you draw blood
I don’t hit back but think I should
I know that you’re wrong
You’ve known all along
I’ll never take it back
I’ll never take it back
I didn’t mean to make you cry
I’m not sorry
No, I’m not sorry
No, I’m not sorry
No, I’m not sorry


Mais duas letras para decorar para Paredes, a indecisão leva-me a decorar as duas. The Pigeon Detectives.

domingo, 18 de maio de 2008

Foto do dia

Encontrei isto com a única pessoa com quem eu não dançava o Tango.
Obrigado, pai.


quinta-feira, 15 de maio de 2008

Scarlett Johansson (?)

Quando abri os olhos, tinha uma taça de morangos, escuros, acabados de passar por água, ao pé da cama a largar cheiro, e a janela do tecto a despejar sol no meu peito. O melhor a fazer mesmo era voltar a dormir enrolado só no aroma que vinha da taça e coberto pelo tal sol.
Depois levantei-me e fui para Cascais ter com a família e passar o fim de semana. Estava com imensas saudades de andar de carro, então peguei nele lá, fui buscar o meu primo Marco e um amigo dele, e fui para a praia, no Guincho, onde estava uma tempestade imensa de areia (passei o resto dos dias, ainda hoje se mantém, com areia no telemóvel, e há teclas que estão um bocado fodidas por terem grãos de areia por trás), mas ficámos na praia a brincar como os pequeninos, sozinhos claro, não havia mais parvos que fossem para ali com aquele tempo. Bottomline, adorei, soube-me a Verão, como me tem sabido a maioria das coisas que faço, e faço-as com um sorriso imenso; Vesti calções há uns dias, por exemplo. Pode não ser nada para a maioria das pessoas, mas eu gostei imenso de andar de calções. Até me pergunto se às vezes sentirei em demasia as coisas pequenas e insignificantes. E banais, com quem é que eu andei a tentar concluir o que era uma coisa banal?
What else.. Hm.. Ah, a música, sim a música! Tive oportunidade de poder arranjar a imensa lista que aqui tinha em espera para obter, e meu Deus, acho que preciso de mais uns pares de ouvidos para arrumar isto tudo. Porém, é quase que como os cigarros, vais puxando uns atrás dos outros atrás dos outros. Não páro de correr tudo que para aqui tenho novo. Deixo-vos para agora procurarem por Goodbooks, The Blow, por exemplo. The Whip, também. Qual é a deles de todos terem que ter o "The" antes? Que seca.
Anyway, a minha mãe comprou-me um aspirador para a casa de Lisboa. Isto é mais uma metáfora. Mas pronto, também serve para aspirar o chão e assim.
Acabei os laboratórios de mecânica e ondas, estou a tratar dos projectos de fim de semestre agora, e pronto, vem aí o sol. Mas está a chover como o caraças agora. Esta semana ainda não fui lá à baixa ou assim, estranhamente.
Revelei outro rolo da lomo, também, é sempre bom. Desta vez, já saíram 8 fotos, está quase.
Ah, não esquecer também que nesta semana o Rui Costa arrumou as botas... Damn, as pessoas fixes deste mundo já não vivem na mesma era que eu.
Para a semana há aí um festival em Lisboa.
Se o sol vier, venho cá escrever mais cedo.
Portam-se bem?
23.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

"vou estudar + um bocado. 5pag exactamente"

Posto a paredes-meias com a M.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

pum pum, pum pum.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Backspace vezes três.

Nunca me tinha acontecido o que acabei de fazer: Escrevi três frases e apaguei-as.
Por isso, vou parar por tempo indefinido. Dias, semana, ou semanas. Se bem que duvido que abuse da folga aqui.
É que há aqui uma coisa que não vos quero contar agora, e o pó é uma coisa que se mete em todo o lado menos no que está bem guardado.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

(sem título #indefinido)

Não sou muito de marés, o que gosto particularmente é do sol, e sou branquinho por falta dele.
As coisas não vão e vêm, aqui.
Irish cream, please?

terça-feira, 6 de maio de 2008

Portugal no coração

Hoje fui assistir ao programa da tarde, aquele do João Baião na RTP1. Esteve lá o Pedro Paixão, e o programa era sobre a paixão, que dia bom para lá ir.
A senhora perguntou se nós passávamos bem por namorados, e o que é que fazíamos se ele pedisse um beijinho. A única vez que falei com o João Baião foi mesmo no fim para tirar uma foto com ele, haha. Ele fuma, que cena. E ele deve meter LSD assim que acorda. É feliz, ele.
Ás vezes achamos que há coisas tão secantes, como o Portugal no Coração, mas quando olhas melhor para as coisas: Esteve lá o Pedro Paixão a falar da Rosa Vermelha em Quarto Escuro e a falar de como é que é essa coisa de escrever sobre a paixão. Ele disse que ele só conseguia escrever de uma paixão quando ela morre, divagou um bocado demais mas ainda disse algumas coisas bonitas; e mais uma vez, ele é verdadeiramente a melhor maneira de explicar isso do olhar melhor para as coisas, é que pensas nele como sendo um escritor de paixão, e imaginas uma imagem física e de saber ser e saber estar dele que não é verdadeira, pois ele é muito alto, algo gordo, e ri-se e ri-se imenso para quem escreve sobre a temática do amor, quase sempre frustrado ou à beira da frustração e estudou em colégios franceses.
As raparigas dos Morangos que lá foram eram umas coitadas... Havia uma que dizia ter acabado um relacionamente há pouco tempo e que tinha pena. Com ela, ia um rapaz negro que era tão interessante, ele andava a tirar engenharia como eu, e deixou aquilo tudo para andar pelas escolas a contar histórias. A mãe dele todos os dias lhe pergunta quando é que ele arranja um emprego a sério.
Ainda lá estiveram a falar do festival de teatro universitário que começou ontem, aqui na capital.
No fim no fim, acabou por ser mais que bonito, tirando lá o Beto a cantar e eu ter que lhe bater palmas.
É giro o que consegues escrever sobre algo onde antes apenas sabias que existia, que conhecias; É quase como passares todos os dias à porta dum Teatro e saberes que lá fazem "cenas". Já vi que cenas são essas, afinal.
Depois fui lanchar para um anfiteatro ao ar livre no Técnico, e daqui a nada vou com a minha mãe jantar fora ao Príncipe Real, ao Snob.
Há coisas do Old Lady's Arch.
Quando ainda estava em Viseu a morar em Abraveses, estive para comprar uma casa paredes-meias com uma bomba de gasolina.
E por causa do Pedro Paixão, não sei o que é que hei-de escrever mais hoje.
Ando colado em Crystal Castles, na música em que estão as vozes da Dead Womb dos Death From Above 1979.

sábado, 3 de maio de 2008

Aventura visual

(sem assunto)

Ah, e qualquer dia actualizo essa cena aí ao lado do "onde já apareceram 23's", porque isso está mais que velho. Mas a lista é grande, agora não dá.

Perder coisas

Vejo quatro maneiras de perder as coisas: Ou as perdemos porque nos esquecemos delas, ou as perdemos como numa guerra, uma disputa, em que se perde por sairmos derrotados, ou as perdemos porque as queremos esquecer, e por fim, porque somos obrigados a tomar uma decisão.
Assim, já perdi os meus óculos do PC num táxi, já perdi loots no Ultima Online (há muito tempo.) ou bilhetes por não chegar a tempo ou uma rapariga por elas quando éramos pequenos só se importarem com o mais giro (sim, eu sei que ainda existe isso), já esqueci pessoas que me trataram mal e que nunca mais as quis ver, e a única coisa que nunca perdi por decisão, e provavelmente a única que não se deixa perder por decisão, é o amor.
Já me esqueci de alguém porque foi para longe, já me esqueci de alguém porque fui trocado, já esqueci alguém porque me magoou, mas nunca tive que esquecer ninguém por decisão, como agora.
É muito complicado quereres esquecer o amor por via do teu cognitivo e da razão, porque o amor é estúpido e não encaixa nessas coisas do forro filosófico ou intelectual.
Daí, há 3 meses que a minha cabeça se ocupa de coisas como fotografias em lomos, cinemas, o curso, os amigos, as amigas, as saídas, Lisboa. Sou uma pessoa sem casca, e não tenho nem nunca tive defesas para esconder o que sinto ou o que me vai cá dentro. Assim, foram estas coisas que me ajudaram a não secar por dentro. O coração é que nunca decidiu esquecer. Parece que sou dois agora, porque tenho uma mente que não comanda de todo o coração. Nunca estive encalhado assim. E esta é a única vez que quero esquecer.
Por sorte, penso eu, há uma altura em que chega o fundo, mesmo. Aí, não tens hipóteses de numa hora estragar os pedacinhos de sorriso que andaste a juntar ao longo de uma semana.
Disse-lhe que não queria ser amigo dela, sequer. Disse-lhe que não podemos voltar a falar.
No fim de tudo, acabei por ver que a vida pode ser tão ingrata. Mas venha o rapaz para ela que vier, e viva o que viver com ela, eu é que a vi dançar a primeira vez em palco, eu é que a passeei na Avenida da Liberdade primeiro, eu é que a beijei no concerto do Jamie Cullum, eu é que saí com ela de Portugal a primeira vez, eu é que vi o Anyway The Wind Blows com ela, eu é que lhe meti o Office 2007 no portátil quando precisou, eu é que escrevi o bloquinho com ela (e eu é que sei que ela sabe todo o resto). Eu é que vivi o que vivi com ela, portanto vocês, façam o que fizerem, não me interessa o quê, não nos batem.
Eu guardo o que quero.

Há coisas que não fazem nem nunca vão fazer sentido: A primeira é, como é que tu, quanto mais de ti dás, pior te fazem; A segunda é, como é que tu te esqueces mais depressa de uns óculos num táxi do que do amor, que é uma merda que não se vê.
Isto é meu, o meu blogue.
E sim, é só meu.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Tenho tantas saudades minhas.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O trabalho que dá

.rel sa ed aicnêicap mahnet euq saossep ret e ,arvalap à rolav raD .otrec es-revercse osicerp É .ohnicapse oneuqep mun otnemitnes otnat revercse uo ,adiv asson a erbos revercse ád ohlabart otnauq somaton oãn ,sezev sÁ

Ele

"Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza nao é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar..."

- Alberto Caeiro.

Viva os Cravos.

Fiz aquela viagem de 4 horas e tal que falei. Maior que essa só tinha feito a de regresso de Paredes até Lisboa por causa da minha bisavó.
Esta soube-me bem, carreguei-me de CD's de música, e troquei-os mais vezes que meti mudanças.
Ao chegar a Viseu, um sol de fim de dia que me queimava metade das saudades de casa de uma vez. Cheguei a casa, e com aquele sol todo a bater nas janelas de dois por cinco, a casa continuava fria, gélida mesmo. Ecoava só de pousar o mala da roupa na entrada. Parecia um pedaço de céu abandonado, para fazer um xixi tinha que ir à rua ligar a àgua primeiro. E até que os canos ficassem cheios, havia barulhos por toda a parte, como nos filmes de terror em que começa a saír sangue das torneiras e o caraças. Freaky.
Saí à rua. Primeira pessoa que chamei? O David, sim, o chinês com quem fiz a minha infância quase toda. Seguimos para o primeiro bar com esplanada que vimos, para onde fomos falar das nossas habituais conversas: As nossas cenas de infância. Priceless, estar com ele. Priceless.
Ah, no fim o cabrão obrigou-me a beber um Kalashnikov e a morder o limão, foda-se. Quando era puto não bebia daquilo, mas vá.
Chega a quinta-feira, fui almoçar ao centro, e segui para Aveiro ter com os três farpinhas de lá, o Nuno, o Telmo e o Marco. Mas os outros foram todos lá ter, menos o Xico, fiquei fodido com ele. Aí telefonaste-me, quando cheguei. No momento em que tranquei o carro.
Fomos para a praça à noite, no Estádio era Hip-Hop, e eu com isso, só aqueles old schools de Miami que andavam de skate, ou esquece lá isso. Partimos um vidro da Cascata, e fugimos, eu estava ao lado, e o vidro partiu-se todo ao meu lado. Permaneci. Gostei da ideia de ver o mundo todo a partir-se, e eu ali quieto, numa parte onde o vidro estava inteirinho. Estava sozinho, mas pelo menos não parti nada, não fiz asneiras, e ri-me como eles.
Acabei a garrafa de Favaios toda, e deitei-me cedo.
No dia a seguir, ofereceram-me bacalhau assado para o almoço (como pouco peixe, nota brevis para vocês), e a ressaca e o sono juntos ao sal e ao alho, levaram-me ao consumo de um litro e meio de coca-cola com bacalhau, mas vá.
Fui molhar os pés à Ria, naquela parte onde era uma fábrica e agora é um centro de congressos. Eu a morrer de calor, e os gajos das tunas de um festival qualquer que ali havia todos trajados a morrer, imagino. Podia estar pior, pensei eu. Molhei os pés na água, naquele sítio de madeira onde os barcos encostam e que tem pneus à volta. Como estava a ser bom de mais, claro que meti logo uma farpa de madeira pelo dedo adentro. Logo na mão, a mão. Que é tanto.
Costumo dizer que tenho mais jeito para dançar com as mãos que com os pés, e um dedo com uma farpa ajudava pouco a sentir-me bem comigo mesmo. Ás 19h saí de lá, eu e o João Maria. Calor infernal, fomos os dois no carro de vidros abertos, música gravada de propósito, e soube tão bem. Ir com ele por ali fora, a falar, a sentir Verão, a sentir calor, férias, e aquelas cenas de gajos que sabem a cevada e a "ya altamente!". Posso dizer que por uma hora, fiz uma surf trip, sem pranchas e sem surf.
Chegado a Viseu, fui a casa tomar um banho, saí para ir jantar, e fui tomar café com uma saudosa amiga do 10º ano, p'ráí. Quando me disseste por vezes te arrastares lá pela tua cidade, não fazer nada por casa, seguir para os cafés, ficar acordada até tarde, tudo isto até as obrigações nos darem tamanho chapadão que está na hora de mexer os glúteos, senti-me um pouco mais acompanhado. É que eu estudo nas aulas, estudo à noite, e durante a tarde desfaço-me em textos destes e fotografias e filmes e merdas deste género, e à noite só me resgatam quando o sono é tanto que não me aguento.
Uma mini, e amendoins, queres? Lol, e eu a café. E uma mini no teatro? Obrigado pela companhia.
Sábado, acordei cedinho, andei a fazer coisas no jardim, mas perdi lá imenso tempo e não fiz nada. Depois de almoçar fui à rua. ao Central, pedi um café, gamei uma revista ao Gil e fui lá para fora para aquela escadinhas debaixo da Companhia Paulo Ribeiro a beber o meu café duplo com gelo (num copo de whisky, o Gil não acerta uma nessa parte de escolher copos), a minha revista, um cigarro, e a escada no meio da rua sentado. Quando dei por mim, as pessoas estavam a olhar para mim com um ar estranho, tipo de tolinho no meio da rua, estavam-se a importar comigo. Depois é que me lembrei que estava em Viseu e não em
Lisboa. Se bem que uma vez, a Inês fez um "WOO HOO" ali ao pé do Marquês, e alguém respondeu de dentro do autocarro. Heh.
Depois fui jogar ténis para o Fontelo com o João Tó, e já que estamos em Portugal (sim, sou crítico destas merdas do desenrascanço), se não podem fazer um campo de terra batida, não vão andar a espalhar areia em cima de piso duro. Á custa dessa merda, a minha mão decidiu ir ao chão, o que resultou em mais três dói-dóis nas minhas coisas que mexem e sentem, logo agora que perdi o médico de família.
Jantar de anos da Lekas, a Eva emborrachou-se toda e fez sete montinhos de vomitado. Eu andei a falar de conchinhas e mãos de fada. Pois, estava de carro. Acabei o sábado a comer uma dose de batatas fritas no Obviamente, e pronto, fui para casa, não sem antes passar por uma parte lá na circunvalação em que vês a Sé de Viseu toda iluminada, como se a minha cidade fosse só aquele bocadinho.
Em suma, nestes dias falei mais que em 15 dias de Lisboa.
Claro que depois para culminar em maravilha, adormeci às quatro e pouco da manhã na minha cama (que em todos estes dias que lá estive não me lembrei de ti), e tive este estúpido e feio sono que descozeu o remendo que tinha andado a fazer nestes dias.
Agora olha, não sei outra vez, mas vá.

Sempre vosso,
João "Habitualmente" Mariano.

domingo, 27 de abril de 2008

Cansado

Estou tão farto desta hora do dia. São quatro e um minuto da manhã.
Amanhã, de volta a Lisboa, explico.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Ornato Violeta

Foi como entrar, foi como arder. Para ti nem foi viver, foi mudar o mundo sem pensar em mim.
Mas o tempo até passou e és o que ele me ensinou, uma chaga pra lembrar que há um fim.
Diz sem querer poupar meu corpo, eu já não sei quem te abraçou, diz que eu não senti teu corpo sobre o meu.
Quando eu cair, eu espero ao menos que olhes para trás.
Diz que não te afastas de algo que é também teu.
Não vai haver um novo amor tão capaz e tão maior, para mim será melhor assim. Vê como eu quero e vou tentar sem matar o nosso amor não achar que o mundo é feito para nós.

Ouvi dizer que o nosso amor acabou, pois eu não tive a noção do seu fim. Pelo que eu já tentei, eu não vou vê-lo em mim, se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo, tudo foi para ti uma estúpida canção que só eu ouvi. E eu fiquei com tanto para dar, e agora não vais achar nada bem que eu pague a conta em raiva.
E pudesse eu pagar de outra forma.
Não havendo amor de volta, nada impede a fonte de secar. Mas tanto pior.
E quem sou eu para te ensinar agora a ver o lado claro de um dia mau.
Não vou procurar quem espero, Se o que eu quero é navegar.


Os Ornatos Violeta podiam muito bem aqui escrever. Juntei pedaços de música enletrada, e saíu isso.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Caro Mariano (este nome é bem porreirinho)

Estive quase, quase, para postar o e-mail que me mandaste.
Quase.
Obrigado, mais pelo elogio a esta minha casa que a mim mesmo.
See you, stranger.

Amanhã é dia 23

Amanhã é dia 23, não haverá tempo para escrever. Amanhã planeei o meu dia para simplesmente ir fazer quatro horas e meia de carro, com cd's atrás de CD's.
Podia ser o homenzinho que todos os dias acorda às quatro da manhã, para às cinco estar na tipografia industrial a apanhar os jornais, só aqueles fixes, os outros tipo O Crime e assim não queria, e metia-me na minha carrinha a ouvir música, quando não há ninguém, quase ninguém na estrada, e vagueava por aí, a ouvir música, papelaria atrás de papelaria, cidade atrás de cidade.
Só não podia era ir ver o Nick Cave como fui ontem, porque tinha que me deitar bem cedo.
Pois, pensando melhor perdia-se muita coisa. Não podia ouvir acordeão no miradouro de São Pedro de Alcântara quase de manhã, quando fiz anos. Não podia ir à escola de manhã e quando não houver carros, não perdia o meu emprego, ou quando os jornais de hoje em dia passassem a ser meros cromos de colecção como as cartas de correio que deixei encravadas na gaveta são, também não ficava sem emprego.
Pois, se calhar é melhor ficar assim.
Tantas coisas que se perdem quando temos que escolher. Tantas coisas que se ganham, está bem. Os pássaros mudam de ninho todos os anos? Não sei, estou a especular, mas a não ser que viesse uma daquelas velhas beatas e me fodessem o ninho que tinha feito escondidinho na calha da chuva em casa delas, eu ficava por lá.
Dig, Lazarus, Dig.
Gostava de não ter que escolher, muito menos que escolhesses por mim. Será que só eu é que vejo que se perde sempre alguma coisa quando se tem que escolher? Porra, se eu tiver uma maçã e uma laranja para comer e só comer a maçã, tive que escolher, não é? Sim, está bem, podia comer as duas, é?
A cena é que depois quando tiveres fome, nem a maçã tens, nem a laranja.
Eu pessoalmente só prefiro as maçãs por serem mais fáceis de comer, não tenho jeito para descascar laranja, mas são mais docinhas. Ena pá, que complicado só por causa de ter que escolher entre comer uma maçã e uma laranja. Tanta merda, bastava parti-la ao meio, qualquer uma, e comê-la contigo.
Agora, há coisas que não quero escolher, há coisas que escolho fazer, e há coisas que quero que escolham para mim.
No que a mim me cabe, vou andar de carro amanhã.
E fazer uma máquina agora.
E pôr uns tapetes a apanhar sol, ou a arejar.
E escrever isto, já tinha decidido.
E estudar, escolheram por mim que hoje não me apetece.

Bom dia, amanhã é dia 23.

domingo, 20 de abril de 2008

Queres flores?

Ontem no bairro fiquei parado por uns momentos, só reparei quando aquelas duas baixinhas de biológica que não sei o nome já me estavam a puxar pelo braço para eu olhar. Bloqueei por causa dos marroquinos que têm patos que metem a língua de fora, tiaras, anéis, mas principalmente, flores.
Eles vieram estragar o que de bonito havia em entregar flores espontâneas. Se eu for pela rua e roubar uma flor à Câmara Municipal de Lisboa e a quiser dar, corro o risco a receber uma resposta do género "Que bonita! Compraste quantas por 1 euro?"
Tenho que comprar um canteiro inteiro de flores para ser bonito como se queria? Não, bonito como eu queria era dar só uma, e guardar-se espetada num quadro de cortiça. Mas eles vieram invadir o meu bonito, parece-me.
Provavelmente, daqui a uns tempos eles vendem também cartas de correio azul, prontas a enviar, corações em ardósia trabalhados à mão e coisas do género. Anda difícil, isto!
Ou isso, ou vou passar a oferecer ervas daninhas. Ou cactos. Plantas que por muito que as mates, elas ficam, renascem, reaparecem, reproduzem, e fazem flores amarelas ou brancas, pequeninas e que depois de pisadas voltam ao sítio. Assim quase como eu, uma erva daninha, faz o que quiseres sobre uma, ela volta a aparecer. A única solução, infelizmente, é quando tu semeias sobre ela uma flor nova.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Hoje ele estava noutra


Acordou meia hora mais cedo que o costume, afinal a aula era meia hora mais cedo hoje. Banho? 'Nah, hoje tomo antes de jantar. Lava a cara e os dentes durante imenso tempo e ri-se no fim, e vai semi-nu à marquise espreitar lá para fora, ele e os chapéus de chuva têm uma relação de amor-ódio ao longo dos tempos. Veste o impermeável, mete o livro da teoria dos conjuntos por dentro como se tivesse engravidado do conjunto dos imaginários, desses já ele gosta. Escola e volta. Almoça, e vem escrever no blogue.

Só fiz metade da cama hoje, e os lençóis do Fraga que estão ali estendidos na marquise deixam-me o quarto todo verde.
Hoje já não vou ao meu e-mail aquelas vezes todas por dia.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Antes de entrares na faculdade

Naqueles textos que as pessoas escrevem do tipo "COISAS QUE DEVES SABER ANTES DE ENTRAR NA FACULDADE", vinha lá este no dito cujo ponto número 23:

23. Vais descobrir que depressão, solidão e tristeza não sã
o coisas de quem não tem nada para fazer;

Mas calma, acertou ali no sítio errado, mas os outros 27 são todos porreiros. Faltava lá era dizer que "Se estiveres na faculdade em Lisboa, vais ver textos de Pablo Neruda escritos por Alfama.", se
bem que para isso andar na faculdade não interessa para nada.

Cemitério de
beijos, ainda
tens fogo nas
tumbas
ainda as uvas
ardem debi-
cadas por
pássaros


Nomes das ruas

Já não me lembrava de como é bom saír de casa bem cedo, nestes dois quarteirões que percorre até ao Técnico parece Viseu de manhã tirando aquela passadeira que entope de carros; não preciso de me desviar de ninguém até lá chegar, mesmo que goste de ter que o fazer, não há carros em segunda fila, o hotel não tem senhor à porta, e a maior concentração de pessoas que vejo é num muro que está cheio de cartazes, cada banda são logo uns quatro ou cinco senhores.
Depois ia a pensar que não sabia o nome das ruas por onde passava até chegar à RNL, de maneiras que ia a olhar; então pus-me a pensar se sabia fazer uma história com os nomes das ruas, quer dizer, são quase sempre nomes de pessoas, vou ver se juntando aquilo tudo chego a algum lado que me dissesse respeito de alguma forma, como que vim aqui parar por alguma razão prevista no terramoto de 1755. Mas acho que aqui no Campo Pequeno ainda não havia nada disso, mas já está escrito, já está dizido.
Vou ver se faço isso.
Levantei-me para estar das oito às doze a fazer oscilar molas, sem suporte, e depois dentro de água. É difícil achar aquilo interessante quando levantar quase não faz sentido para ti, mas acabei por receber A na execução porque fazia aquilo meticulosamente. Perdi um bocado de tempo a ver a mola a subir e a descer, a subir e a descer, a subir e a descer, a subir e a descer, a subir e a descer, até que parava. Faltava-lhe o meu dedo que puxava um fio, e quando o soltava, ela voltava a fazer o que eu gostava de ver.
Parti-te o fio, foi?
Ou a mola?
Já agora, fui jogar no Euromilhões, quase por mesquinhice daquele famoso ditado.
Supostamente, devo andar cheio, cheio de sorte. Não metam o 23, já meti eu.

Esperem, só antes de irem para a cama!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Isto era com laranjas!

Esta aqui pega no velho e faz franchising da melhor qualidade.

Sim

Sim.. Bebo socialmente, o pior é que sou muito sociável. Estou sozinho num café e socializo com o cigarro q estou a fumar ou com as cadeiras. Mas não sou maluquinho, apenas puxo por um e sento-me noutras.

Tiago "Takie"

E a seguir a uma piada,

Olá, eu sou o agente secreto.

Ficou gravado. Eu sou o agente secreto.

domingo, 13 de abril de 2008

Olá, este é o meu blogue.



Sou informático. Gosto destas coisas assim todas para a frente, como um blog como este. Tal e qual se fosse artista gostava de ver o bloco que hoje levava no bolso, que tem não só palavras, tem penduricalhos, de palhetas a manuais de instrução para pedras preciosas, para to entregar com frases feitas, e guardei-o. Ainda não consegui dar-to, mas ficas tu com ele, far-te-á mais falta a ti depois, só por isso. Adiante, gosto deste blog porque tem imagens colocadas no sítio certo, um aspecto gracioso como já tive, e tem todos aqueles penduricalhos que não evito no meu dia-a-dia (sim, estas coisas todas à direita disto que lês). Gosto dele porque tenho conversado com ele. Gosto dele porque me tem feito companhia. Essa foto está tenra, novata, tem ali dois "6" que são do rolo da máquina, enfim, tem que se ir aprendendo daquilo. E eu pareço uma máquina nova. Eu pareço uma máquina nova.

Eu, João, rapaz de mãos limpas e que dançam melhor que os meus pés, tenho as mãos sujas. Sujas do suor que deixo nas teclas brancas do meu portátil por aqui escrever. Se não queres participar, assiste. Esta peça é para ti. Bem vinda ao meu teatro de emoções.

Encore is an additional extra performance of a musical piece at the end of the regular concert, which is not listed in the event setlist, from the French encore, which means again.

Quis ser cega para não poder ver Isto.


Não é a minha demissão. É um pedido de férias. Deixa-me ser turista e poder exercer o ofício de contemplação. É bonito demais que chego a sentir o coração a suar. Tenho a mesma sensibilidade, mas a boca escolhe palavras feias para descrever o que vejo e o que tento ignorar de olhos e ouvidos fechados. Este canto é a tua maior e melhor conquista. Eu deixo aqui 23% de mim em cor amarela que tende para o sepia. Os outros 77 estão espalhados por Lisboa. Não te peço para os colheres, só para os pisares como chão que não magoa. Tremo só de pensar que esta tua casa que já foi nossa está de portas abertas para os olhos de Outros. Não componhas hinos à saudade. Só quero que a massajes sem dor e com a cabeça no sítio. Não faças deste esconderijo terapia, para isso telefona-me que sou 96.


Here i am

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Obrigado.

Recebi dois comentários nos últimos dois dias e um fortíssimo agradecimento por ter este blogue, também.
Obrigado, fizeram-me acalmar. Sinto falta de falar com vocês, que só ouvem.
Já agora, decidi abrir o blogue a quem segue este vinte e três como eu; nada como o filme com o meu amigo Jim Carey. Não é uma busca ou uma perseguição frenética, é sorrirem quando o vêm, só, mais nada.
Enviem um pedido para xjoaomarianox@sapo.pt.
Vou agora ver Boys Noize, espero que toque a remix de Feist. Ah, e hoje levo a minha t-shirt com uma matrícula de Outubro de 2005 com um 23.

Obrigado João, Obrigado J. Martins, Obrigado Joana.

Ai o meu parque.

Que giro, olhem aqui na minha cidade, na cidade onde nasceu o vinteetres.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Tantos e tantos dias.

João chega a casa e já era escuro, andava um vento frio e a chuva como ela: ora vinha, ora parava.
Dentro de casa também era escuro, como ele gosta quando está triste, fá-lo sentir melhor, vê menos as suas paredes. Poisou o seu caderno estilo pseudo-artista cheio de algoritmos e matrizes e o livro grosso porque gosta de o levar e diz "Foda-se..", estava cansado. Cansado da escola, cansado das passadeiras, da chave no bolso e da boca calada.
Passou a mão pela cara e limpou a chuva que escorria como lágrimas que não saíam dos olhos, e sentia o fumo de Lisboa na pele.
"Preciso de um banho, mas estou cansado para o ir tomar.".
Olha para o piercing, e sente-se mais calmo. Aquilo diz-lhe que por raros momentos ainda é ele que comanda o corpo.
Fome, nada para comer, "Merda, rua outra vez...". Fala pouco, sozinho. O que ele dava agora por uma tarte de maçã e um café com canela. Mas estava cansado para a ir buscar.
Estica-se sobre a cama, sente o conforto e levanta-se outra vez, aquilo não é para ele às 4 da tarde, era para eles só. Para ele, dormir sem ela agora era como perder tempo de vida, se bem que acordado matava-se a pensar, era a cabeça vazia a oficina do diabo.
Decidiu pegar no rolo e ir à baixa revelá-lo. Graças a Deus que não foi. Decidiu-se a sentar na cama e adormeceu, de cansado.
Sentiu-se cansado de não se cansar de a querer.
Adormeceu, descansado.

A pressão de ar.

um amigo meu a falar comigo, sobre o seu desaire amoroso, quase canónico com o meu:

nos os gajos somos sempre uma pressao de ar
e elas um tanque de guerra
se elas decidirem
tu podes andar aí
puf puf puf puf
a dar de pressao dar
dar os tiros que quiseres
que nao importa nada
nao fura
e elas
ja te rebentaram todo

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Faixa 4

Estás de volta
Tão vazio
Tu andavas louco,
Mas ela amava pouco.
Não desistas
Por tão pouco
O amor tem estado sempre perto
És tu quem não tem estado cá.

Tem andado gente à tua procura,
Tem andado gente à tua procura.

Agora,
Vem de volta que eu seguro,
Tens andado longe demais de ti
Deixa que os teus bons braços te larguem
Para que os teus bons sonhos te levem
Deixa que os teus bons dias te lavem
Sem perguntar para que servem

Pois nada melhor que um sonho a dois
Em cada um de nós

Deixa que os teus bons braços te larguem
Para que os teus bons dias te levem

Pois nada melhor que um sonho a dois
Em cada um de nós

Tem andado gente à tua procura
Tem andado gente à tua procura
Tem andado gente à tua procura

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Há sempre chão?

Olá, este sou eu. Este é o meu quarto e este é o meu pequeno buraquinho.
O meu buraquinho racha-se mais todos os dias, e é escuro lá no fundo.
Tu estás dentro desse buraquinho, eu quero ir ter contigo mas não quero ir para aí.
De uma maneira de outra (sendo elas "a bonita maneira de ver esta música", ou caír no buraco),
I Will Follow You Into The Dark.
Enquanto há chão, fico aqui em cima à tua espera.
Ah, se não puseres cá o braço de fora, não consigo puxar.
O Tiago diz "mas tens que agarrar, para eu poder puxar".

terça-feira, 1 de abril de 2008

Dia das mentiras.

Hoje faço 20 anos. Quis deixar para comentar o vídeo um comentário, que em inglês mal-tratado, sabe dizer para não se suarem as coisas pequenas.
Ora diz ele "aren't we all child like in one way or another. The universe is so big and we are so small just in saying that, that makes you feel small and child like and if you don't like it then don't watch it. no big deal. don't sweat the small stuff people. thats what makes people wonderful... we are all different. and that it beautiful. respect all peace luv and respect."


"Sandra", esta é para ti.

Um dia, um dia.

domingo, 30 de março de 2008

MEC

«É natural que tenhas medo que te apanhem. A guerra continua tão estranha. Dum dia para o outro, já não sabemos que esperar. Tomamos os comprimidos, como todos os outros, só que o efeito é o contrário do que pretendemos. Nós queríamos ser felizes.
Ninguém nos acompanha nisto. A noite desce como um pano. As pessoas desaparecem, como se fossem para casa. Não temos maneira de saber o que está certo.
Dou-te as flores de onde vim, que vieram comigo, que atravessaram o mundo não se sabe bem porquê. Os teus olhos continuam iguais. É preciso insistir. Não fazemos diferença um do outro. Percorremos distâncias enormes, junto dos faróis e dos comboios, com a música muito alta, sem dizer nada que nos interesse. Não nos conhecemos. Nunca seremos interessantes. O carro precipita-se em vez de nós. A paisagem substitui as nossas caras.
Eu gostaria tanto de amar-te. Quando te tomo nos meus pensamentos, vai a noite escura ao largo da gente e das árvores, e eu penso que a minha alma te pertence. Pudera eu, meu amor, ou lá o que és, que pudesse pertencer a alguém.»

( )

3 da manhã, táxi, rádio marginal.

Drying up in conversation
You will be the one who cannot talk
All your insides fall to pieces
You just sit there wishing could still make love

sábado, 29 de março de 2008

Tchin Tchin, a toi mon ballon rouge.

Parar o sol sobre Lisboa

– Aguenta-te

e há alturas em que é difícil aguentar, Júlio. Que raio de destino, que sina. A voz dele

– Como estás tu?

e a lata de me perguntar isto a mim que nunca sei como estou, nunca soube como estava.

– Como estás tu?

é a pergunta mais difícil de responder do mundo. Na tropa tínhamos um dentista que era um soldado a quem ensinaram a arrancar dentes. A gente sentava-se numa cadeira de braços, ele pegava num alicate, dizia

– Frime-se

e começava a puxar. Estou a vê-lo tirar um molar ao capelão, com o joelho no peito dele porque o molar não vinha. Para o fim chorava o dentista, chorava o padre, secavam as lágrimas, o alicate avançava de novo

– Frime-se meu capelão

o capelão todo agarradinho aos braços da cadeira, o joelho imenso nas costelas, o barulho arrepiante do dente a quebrar-se, a ceder, a sair e o capelão branco como papel cavalinho a cambalear na parada. Nos momentos de desespero ordeno-me

– Frima-te

e começo a puxar o primeiro dente da alma que apanho, de joelho apoiado em mim mesmo. De modo que é o que vou fazer agora, neste final de Setembro que tanto me tem custado. Ao princípio escrevi: o que posso fazer, o que devo fazer. Pois bem, devo ordenar-me

– Frima-te

e tirar a minha chuva interior a alicate. Se com o capelão deu resultado porque bulas não há-de dar comigo? E depois de jogar aquilo tudo no balde

( – Quer ver o seu dentinho meu capelão?)

ser Deus por uns minutos e parar o sol sobre Lisboa. Ora aí está a solução: parar o sol sobre Lisboa, parar o sol sobre mim

– Frima-te António

até deixar de ter precisão de frimar-me


Excerto de António Lobo Antunes, na Visão

Invejosa Música de Filme

Tenho a maior inveja de não ter tido esta ideia contigo.

quinta-feira, 27 de março de 2008

A todos os prisioneiros

A todos os prisioneiros, não desistam, lutem pela vossa inocência.
E eu espero não estar preso tempo suficiente para ter tempo de escrever o livro que está na moda escrever-se quando estamos presos, espero antes acabar o nosso bloquinho.

(:


Again Today



Broken sticks and broken stones
Will turn to dust just like our bones
It's words that hurt the most now isn't it
Are you sad inside, are you home alone
If I could just pick up the phone
Maybe you could see a better day
And you won't waste away
Under my watchful eye
Because I'm your hero and you're my weakness

Who's gonna break my fall
When the spinning starts
The colors bleed together and fade
Was it ever there at all
Or have I lost my way
The path of least resistance
Is catching up with me again today

I'm broken down, not good enough
The broken promises add up
To twice their weight in tears which I have caused

I'm afraid to sink, I'm afraid to swim
I'm sad to say I miss my friends
I know that I'm supposed to step away
But they need me to stay and keep a watchful eye
On all my heroes and all their demons

But who's gonna break my fall
When the spinning starts
The colors bleed together and fade
Was it ever there at all
Or have I lost my way
The path of least resistance
Is catching up with me again
Not today
Not today

Was it ever there at all
And have I lost my way
The path of least resistance
Is catching up with me again today

Broken sticks and broken stones
Will turn to dust just like our bones again today
I'm broken down
Not good enough
The broken promises add up again today

Was it ever there at all
And have I lost my way
The path of least resistance
Is catching up with me again today
Again today

terça-feira, 25 de março de 2008

Lição nº1 de Karaoke: Coração com buraquinhos.

Ora bem, instruções para A lição nº1 do "KaraoKe 23": Faça play no Video do Youtube, deixe marinar uns segundos, e desate a cantar e a chorar. Tem a letra por baixo do video.



Eu sei que o coração às vezes chora

Mas ninguém se da conta, porque não se vê
A Vida corre tão veloz lá fora
Quando chega o momento de crescer
Mas há tantas barreiras no caminho
Algumas que magoam e fazem cair
Como o sol sem o céu, está sozinho
Eu vou estar aqui, p'ra te fazer sorrir

Refrão:

Tenho o coração com Buraquinhos
E só o quero curar
Eu quero juntar os pedacinhos
P'ra nunca mais me magoar


Se o teu coração tem buraquinhos
Eu sei que te posso ajudar
Nós vamos curá-lo com beijinhos
E com muito amor, vais melhorar

Cura, Cura
Um coração com buraquinhos
Cura, cura
Com amor e com beijinhos
Cura, cura
O coração magoado
Quando estamos juntos ele fica curado

(2 x)

Eu sei que a vida é uma corrida
E nunca ninguém a quer perder
Se em ti a dor, existe e abre ferida
Eu vou estar aqui para te socorrer

textos velhos

"The smog over deadly chestnuts on NY before the usual table on the finest 5th Av. spot made me remember my hometown, our hometown. I once asked her if she thought we'd meet if she was born a couple of seconds later. I bet we would, but that same split second would alter our factuous hello. Queres ir ja para casa ou bebemos mais champomi? Amo-te.
5 anos antes: Ainda nao sei se vamos. Estou um bocado receoso acerca do meu emprego, porque o dela e certissimo que ela vai gostar, e em Nova Iorque. De NY tambem gosto, eu sei, mas com tudo que vamos gastar so para nos mudarmos, neste momento preferia ja passar da casinha de univ para uma casa so nossa, e que naquela e um bocado chato pendurar os quadros porque o dono daquilo é a modos que para o chato. Muito estranho, isto. Pensavamos imenso em inter-rails, em erasmus, e nunca pensamos morar na 5a Avenida. Algumas coisas mudam, outras nao: Amo-te. Hoje: Penso em mil e tal vidas diferentes contigo. Nenhuma me tira vontade de ficar contigo."

domingo, 23 de março de 2008

#


















Come back.
Come back to me.

Mais uma data a recordar, só porque hoje é 23.

"Ouve-se a mudança na maturação, nas notas que ganharam cãs. No primeiro som há na garganta um corte de ar. Tudo soa ao ácido da infância que agora não acreditamos que existiu, que matámos com sorrisos quentes de um corpo ainda não nosso, arrastado num slow. Começamos a tirar agora as máscaras dos dias quase felizes. Molas de madeira que prendem no estendal os resquícios dos anos, dos cheiros, dos sons e cores… a corda? A corda de sisal, do estendal, cria em movimento gémeo ao som. Pequenos rasgos na pele, por cima da cicatriz que acabou de fechar. São outros os dias que nos prostituem o corpo e fazemos contas às rugas, numa só mão, que valeram a pena.

A porta fecha-se sem estrondo. O dia não vai ser igual, o dia não pode ser igual, o dia não pode ser igual… embora amanhã vá na mesma acordar sem conseguir fugir, refém de mim." .

Samanta Velho