sábado, 1 de março de 2008
32
You want to drink my soul
'Till your heart is full
What happens when it's full and it splashes?
You've built all these rooftops
And painted them all in blue
If all this set just burns up will you paint the ashes?
Do you really want to see?
Because I'll let you in
With me
You shiver when the wind blows
Through doors that lost their keys
There's too little to rescue, too little to hang on to
I thought that maybe we could try to
Clear and rebuild this haunted home
I'll be glad to help you just tell me what to do
Why don't you tell me what to do?
Maybe you're scared too
I've been here before
Next thing you'll see
You'll feel
So small
I will disappoint you
And I don't care if I do
I belong to those who got shattered, battered
Bruises and scars that I've hidden and you could never heal
This grey house where I come from
Some great love will tear it down
If you no longer love me why should it matter?
Tell me why should it matter?
I can't ask you to stay
I can't find the words to say
Why don't you just leave?
Just leave
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Ouvi a música até ao fim
e abomino Diana Krall.
Gosto mais do Elvis Costello.
"Não se ama alguém que não ouve a mesma canção."
Gosto mais do Elvis Costello.
"Não se ama alguém que não ouve a mesma canção."
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
tempo a menos
Aposto aí uns bons vinte e três euros que nenhum de nós consegue aqui ficar no blog tempo suficiente para se ouvir a música toda.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
ALUGA-SE
Aluga-se espaço a colocação e procura de receitas de culinária, venda de imóveis ou quaisquer outros bens, incluindo corações.
Procuro massa anti infiltrações ou tapa buracos.
Procuro massa anti infiltrações ou tapa buracos.
Quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008.
Hoje, 00:40, vi um saco do continente esvoaçar, vazio, ajudado pelo vento.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Mudaste de morada. Não digas aos teus pais.

Dedicaste este mês todo ao meu conforto. Sentes isso e eu também. Mas não foi bom? Não foi penitência, pois não? Obrigada pela dedicação.
Li as postagens anteriores e vejo que te agradeço muito e que te peço desculpa em demasia. Isto pode ter duas leituras: faço muita asneira e tu és 100% ou faço muita asneira, és 100% e eu não tenho dificuldade em assumir quando erro e retribuir uma festa tua com um obrigada.
Este mês foi violento em termos de estudo e chamei-te para ficares comigo. Não fui fraca, precisei de ti.
Nunca hesitei em fazer-te torradas às 3:00am e sempre fiz questão de interromper o meu estudo para te dar um bom dia com festinhas que nunca mais acabavam. Não estou a mostrar que também fiz coisas por ti, nada disso. Mostro-te que estive atenta a todos os almoços, jantares e mimos nos intervalos do estudo e, por isso, uma "singela festinha" minha como troca era inevitável.
As surpresas dos papelinhos "Supresa! Amo-te" faziam-me sorrir. O pézinho que fugia da porte da casa de banho também. O cheiro dos lençóis faziam-me rir e tu fazias-me rir quando tinha de decorar a função e estrutura de todos os organelos citoplasmáticos. Ajudaste-me. Só não vou para tu casa em época de exames se não puder. Eu também tenho coração e sou boazinha.
Ontem a comida estava com o sal suficiente, eles é que não sabem que metemos pouco sal na nossa comida.
Porta bem, Oão :)
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
As crónicas da janela Ou o ano 2008, (parte 1?)
Música para ler: Diana Krall - Little Girl BlueComeça-se com discos, reveillon e texas.
Guarda-se a pulseira, guardam-se as memórias e até se guarda um terço de usado ao pescoço.
No novo ano há vontades novas.
Quase 23 dias depois de 1 de janeiro, reabre-se a edição Lisboa com um novo modus vivendi.
A Sónia bazou, chega uma nova companhia. Imensos sorrisos trocados nesses dias por aí.
No primeiro dia que cheguei a essa janela, era de noite, o meu pai tinha acabado de ir, e eu estava chorão por isso. Ao chegar, aliás, antes de chegar, já tinha inventado o título "As crónicas da janela". Era de noite, e os aviões passam e vibram as janelas. Uma imensa vontade de vir escrever ao nosso canto. Não passou a vontade, passou a oportunidade, só.
Piero Umiliani aparece nas minhas listas musicais, em 2008.
Do tempo que passo aí, apesar de repleto de "nada para fazer", ocupo-me de pensamentos bonitos, de imagens para guardar. Por uns dias, casei-me e fui feliz. Só me faltava mesmo eu também ter que me levantar e ir trabalhar.
Alguns desentendimentos com a comida, apesar de ser fininho eu gosto de jantar bem e tu gostas de bem jantar. Mas nada que se resolva entretanto.
Passam com estes dias umas boas 15 refeições em casa conjunta, umas boas 150 gargalhadas fortes, e 1 pé que foge ao entalanço de uma porta.
Rimo-nos e sorrimos muito, acho que foi esse o máximo destes dias. E isso foi importante por ás vezes entre nós se pensar que isso fugiu, a parte do ser bom estar juntos, que sobrava apenas a parte do ter que estar juntos.
Não comi passas este ano, não beijei os pais. Cresce-se. Custa crescer, tanto para aprender.
Tanto para estudar, tanto para amar!
Fogo, é difícil solfejar!
Podíamos ser agentes secretos na Ucrânia, mas em vez disso, fomos para Gouveia gritar mentira e Jeff Buckley, "esse está lá em cima há tanto tempo.." , diz ele.
Quero aqui dizer-vos que eu e a Inês namoramos há imenso tempo, e que somos ondas de coisas passadas que encontram novas vivências constantemente, dá uma espuma que jamais se esquece.
Há bolhinhas que ficam.
Alguém lê o nosso blogue? Deixem-nos um comentário. Queremos saber.
E olha Inês, desculpa, é sincero. Há muita coisa para além do que possas pensar que existe. É isto que tenho para te dizer.
Que tenham todos um ano tal e qual os melhores argumentistas do mundo escrevem o amor para os filmes.
Guarda-se a pulseira, guardam-se as memórias e até se guarda um terço de usado ao pescoço.
No novo ano há vontades novas.
Quase 23 dias depois de 1 de janeiro, reabre-se a edição Lisboa com um novo modus vivendi.
A Sónia bazou, chega uma nova companhia. Imensos sorrisos trocados nesses dias por aí.
No primeiro dia que cheguei a essa janela, era de noite, o meu pai tinha acabado de ir, e eu estava chorão por isso. Ao chegar, aliás, antes de chegar, já tinha inventado o título "As crónicas da janela". Era de noite, e os aviões passam e vibram as janelas. Uma imensa vontade de vir escrever ao nosso canto. Não passou a vontade, passou a oportunidade, só.
Piero Umiliani aparece nas minhas listas musicais, em 2008.
Do tempo que passo aí, apesar de repleto de "nada para fazer", ocupo-me de pensamentos bonitos, de imagens para guardar. Por uns dias, casei-me e fui feliz. Só me faltava mesmo eu também ter que me levantar e ir trabalhar.
Alguns desentendimentos com a comida, apesar de ser fininho eu gosto de jantar bem e tu gostas de bem jantar. Mas nada que se resolva entretanto.
Passam com estes dias umas boas 15 refeições em casa conjunta, umas boas 150 gargalhadas fortes, e 1 pé que foge ao entalanço de uma porta.
Rimo-nos e sorrimos muito, acho que foi esse o máximo destes dias. E isso foi importante por ás vezes entre nós se pensar que isso fugiu, a parte do ser bom estar juntos, que sobrava apenas a parte do ter que estar juntos.
Não comi passas este ano, não beijei os pais. Cresce-se. Custa crescer, tanto para aprender.
Tanto para estudar, tanto para amar!
Fogo, é difícil solfejar!
Podíamos ser agentes secretos na Ucrânia, mas em vez disso, fomos para Gouveia gritar mentira e Jeff Buckley, "esse está lá em cima há tanto tempo.." , diz ele.
Quero aqui dizer-vos que eu e a Inês namoramos há imenso tempo, e que somos ondas de coisas passadas que encontram novas vivências constantemente, dá uma espuma que jamais se esquece.
Há bolhinhas que ficam.
Alguém lê o nosso blogue? Deixem-nos um comentário. Queremos saber.
E olha Inês, desculpa, é sincero. Há muita coisa para além do que possas pensar que existe. É isto que tenho para te dizer.
Que tenham todos um ano tal e qual os melhores argumentistas do mundo escrevem o amor para os filmes.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Yeah you people all know what he's talkin' about!

É uma questão de perspectiva.
Lembras-te do filme "Melinda e Melinda" do Woody Allen? Naquele em que o Senhor do Clarinete aposta na exploração das peripécias de uma personagem - Melinda - segundo duas perspectivas: uma tendencialmente cómica, outra baseada numa vertente mais dramática. Tu, na última postagem, fizeste a descrição do ano 2007 segundo a primeira perspectiva. E fizeste tu muito bem porque já que tudo é bipolar, escolhamos da vida o seu pólo positivo.
Há uma tese muito plausível que diz: "Os homens melhoram com a idade." Olha, tu és um argumento exemplar. Estás muito melhor, João. Não sei se é do Tejo, da Dança ou mesmo do peso da idade. Estás mais desinibido, mas light, mais puto. E isso é bom quando conciliado com uma dosagem mínima e suficiente de responsabilidade.
Este ano foi o que foi. Muita Melinda Amarela e muita Melinda Cinzenta. Concretizaram-se todos os sonhos que tinham sido escritos em conjunto naquele bloquinho. É verdade. Lisboa e Porto de mãos entrelaçadas. Entretanto, surgiram coisas (coisas no sentido pejorativo) que não foram idealizadas. São coisas prosaicas, são quezílias dolorosas e de lágrimas à porta de casa.
Mas, é bom teres a sensatez de escolher a cor amarela para a dissertação, só assim somos justos com o que o destino nos reservou. (Faz figas para que ouçamos em 2008 a Yellow no Pavilhão Atlântico)
SPREAD THE LOVE VIBRATION, UH HUH.
Maravilhoso.
Eu, agora, olho para trás e vejo que o concerto de Josh Rouse foi brilhante. O problema não foi a apatia da banda, foi a nossa na altura.
É muito difícil viver. Temos que ser inteligentes a gerir as coisas da vida. Eu tenho aprendido isso com a capital. Percebes-me, Chibiuzo?
Olha, obrigada por tudo. És o meu companheiro de vida. Sabes tudo de mim, conheces tudo de mim, o de melhor e o de muito, muito, mas muito pior. Agradeço os mimos, a paciência. A sério, é sincero. Digo-o a toda gente "Aquele rapaz é um santo para mim". Eu sinto mesmo a tua amizade, carinho, admiração, amor e vontade. É raro sentir-se tudo isto num rapaz, num homem. Eu amo-te, ouviste? Eu sou assim. Chata. E opá, mimada e não posso ser contrariada, eu sei. Desculpa.
Dançámos tanto na noite de quinta. Estavas tão bem. Apresentei-te à minha turma e tudo. É possível sermos normais, não é? Entendes o que quero dizer com "normais"?
Agora vens para cá, teatro, moulinex, let's rock and the show must go on.
Eu estou também com pica, cá te espero.
Com o carinho do costume,
Carla :)
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
3 a saber a 2.
Meu, 3 passagens de ano !
Não é fácil começar a escrever sobre este ano, mas enfim, comece-se sempre pelas premissas mais fortes:
Haja o blog, terceira habitação de quem o escreve*.
Haja Lisboa, Senhor!
Haja nova abertura de espírito a coisas novas, o meu primeiro festival, a música da disconight, os novos amigos (epa tirando os de informática... lol) e a criar-se pelo menos o princípio do "ser razoável".
Haja saudades de Viseu.
Haja Estremoz e o barco de borracha, e a coragem de tirar 4 fotos a dançar.
Haja dança e música para todos!
(...)
Esta lista é infinita, basta-te querer pensar sobre as coisas boas que tivemos em 365 dias, menos desse número não arranjas, ou pelo menos espero.
A pior coisa deste ano foi sem dúvida as saudades que eu sinto do bloquinho. São palavras tão acertadas que da última vez que li a primeira página da minha autoria fiquei espalmado lá: "Mas como é que eu disse o que sinto agora?"
É um romântico certo, o que escreves, não é lamechas mas sim apaixonante, é futurístico e é simplista, é exposto e reservado, e é bonito de mais para alguma vez se perder.
Agradeço-te por teres composto uma obra assim comigo, para sempre.
Well, mas isto é sobre este ano, não é? Raios me partam mais a minha cabeça... Sempre a dizer que ama e a dizer que gosta e que faz e que gosta que gostas e que faças...
Mas afinal, este ano não é isso?
Pronto, está bem, tem coisas muito más... Mas foda-se, eu não penso nelas, e é por isso que estou contigo, é por isso que te quero, porque consegui muito bem segurar-me ao tronco em vez da folha.
Compreendo que tenhas preferido a folha. A folha é nossa, e é frágil, é mais bonita que o tronco, e tem um barulho giro quando se pisa e é castanha. A sério que compreendo, porque também não fui eu que escolhi não perder o interesse em tudo isto e continuar.
O certo é que penso em festejar o ano e só me apetece ganir de feliz, é esta a verdade. Nunca penso no mau. Eu é assim olha: Xi caraças, começa agora mais um ano em que estou em Lisboa, pronto está bem que em informática amigos talvez faça um fixe, dois vá, mas agora tenho música, tenho casa, tenho as saídas, tenho o tempo a daqui por nada a aquecer... E enquanto estiver frio tenho a minha namorada para cuidar! Sim, porque ela pode ficar constipada e afónica a qualquer altura e eu posso ter que ir gritar "TÁXI, CARALHO!" por ela ou assim.. Sei lá... Levar-lhe um leitinho se precisar, ou então ir controlar o gajo que mora lá com ela, que é bixa mas nunca se sabe (lol imagina)... (Não, assim não ia era mais a tua casa, fdx!)
Vou para Viseu não tarda nada, vou cuidar de ti e vou cuidar de mim, e vou rockar mais uma passagem de ano com o Moulinex, que tem Inês escrito em letra dread do irc. (inex, yah?)
Okay, desculpa. Talvez não consiga ser verdadeiro quanto ao que foi este ano. Repara-me novamente a tentar dizer a qualquer invejoso que leia o nosso blog (só a dizer invejoso já tou a dizer bem de nós, fds) que tivemos um ano longe de sossegado, divertido e apaixonante:
Fomos ao Porto, tirei fotos contigo de pernas 'pró ar na Ribeira e passei a ponte contigo! (E também pinei, só para saberes ó invejoso do caraças!)
Epa, não consigo, vês?
Para ti talvez o ano seja outra coisa, mas não te vou pedir que experimentes se consegues dizer mal deste ano.
Like i said, se estiveres muitos comigo nem dás conta deste. É preciso é quereres.
Eu quero entrar neste ano, não com o pé direito, mas com vinte e três biqueiradas em qualquer coisa de madeira, e com vinte e três beijos na tua boca. É este o meu desejo. E se em ti, como em mim, houver qualquer coisa de Americano, mais concretamente de Nova-Iorquino, façam-se os New Year Resolutions:
-Amor, para mim e para ti;
-Saúde, para mim, para ti, e para quem nos é querido (desculpem lá, não estou a dizer por mal nem a ser egoísta, ela percebe)
-Paixão, bués mesmo.
-Gonna read more books, gonna keep up with the news, Gonna learn how to cook, spend less money on shoes...
-Turururururururu...
-Apanhar coldplay contigo.
-Acabar o bloquinho contigo, comprar mais um.
-E epa, principalmente, voltarmos ao nosso melhor, e temos que nos motivar e estimular um ao outro, mesmo.
-Dizer, todos os dias, que sou feliz contigo, e sou.
E, para finalizar, tenho só uma coisa para te dizer:
JAMIE CULLUM FUCKING SAID:
Gonna drink less beer, and start all over again!
Next Year, TURURURURURURURU!
Amo-te. Porta bem, carinho.
*A primeira habitação somos nós, a segunda habitação é o bloquinho, a terceira o blogue. Viveremos onde quiseres.
Não é fácil começar a escrever sobre este ano, mas enfim, comece-se sempre pelas premissas mais fortes:
Haja o blog, terceira habitação de quem o escreve*.
Haja Lisboa, Senhor!
Haja nova abertura de espírito a coisas novas, o meu primeiro festival, a música da disconight, os novos amigos (epa tirando os de informática... lol) e a criar-se pelo menos o princípio do "ser razoável".
Haja saudades de Viseu.
Haja Estremoz e o barco de borracha, e a coragem de tirar 4 fotos a dançar.
Haja dança e música para todos!
(...)
Esta lista é infinita, basta-te querer pensar sobre as coisas boas que tivemos em 365 dias, menos desse número não arranjas, ou pelo menos espero.
A pior coisa deste ano foi sem dúvida as saudades que eu sinto do bloquinho. São palavras tão acertadas que da última vez que li a primeira página da minha autoria fiquei espalmado lá: "Mas como é que eu disse o que sinto agora?"
É um romântico certo, o que escreves, não é lamechas mas sim apaixonante, é futurístico e é simplista, é exposto e reservado, e é bonito de mais para alguma vez se perder.
Agradeço-te por teres composto uma obra assim comigo, para sempre.
Well, mas isto é sobre este ano, não é? Raios me partam mais a minha cabeça... Sempre a dizer que ama e a dizer que gosta e que faz e que gosta que gostas e que faças...
Mas afinal, este ano não é isso?
Pronto, está bem, tem coisas muito más... Mas foda-se, eu não penso nelas, e é por isso que estou contigo, é por isso que te quero, porque consegui muito bem segurar-me ao tronco em vez da folha.
Compreendo que tenhas preferido a folha. A folha é nossa, e é frágil, é mais bonita que o tronco, e tem um barulho giro quando se pisa e é castanha. A sério que compreendo, porque também não fui eu que escolhi não perder o interesse em tudo isto e continuar.
O certo é que penso em festejar o ano e só me apetece ganir de feliz, é esta a verdade. Nunca penso no mau. Eu é assim olha: Xi caraças, começa agora mais um ano em que estou em Lisboa, pronto está bem que em informática amigos talvez faça um fixe, dois vá, mas agora tenho música, tenho casa, tenho as saídas, tenho o tempo a daqui por nada a aquecer... E enquanto estiver frio tenho a minha namorada para cuidar! Sim, porque ela pode ficar constipada e afónica a qualquer altura e eu posso ter que ir gritar "TÁXI, CARALHO!" por ela ou assim.. Sei lá... Levar-lhe um leitinho se precisar, ou então ir controlar o gajo que mora lá com ela, que é bixa mas nunca se sabe (lol imagina)... (Não, assim não ia era mais a tua casa, fdx!)
Vou para Viseu não tarda nada, vou cuidar de ti e vou cuidar de mim, e vou rockar mais uma passagem de ano com o Moulinex, que tem Inês escrito em letra dread do irc. (inex, yah?)
Okay, desculpa. Talvez não consiga ser verdadeiro quanto ao que foi este ano. Repara-me novamente a tentar dizer a qualquer invejoso que leia o nosso blog (só a dizer invejoso já tou a dizer bem de nós, fds) que tivemos um ano longe de sossegado, divertido e apaixonante:
Fomos ao Porto, tirei fotos contigo de pernas 'pró ar na Ribeira e passei a ponte contigo! (E também pinei, só para saberes ó invejoso do caraças!)
Epa, não consigo, vês?
Para ti talvez o ano seja outra coisa, mas não te vou pedir que experimentes se consegues dizer mal deste ano.
Like i said, se estiveres muitos comigo nem dás conta deste. É preciso é quereres.
Eu quero entrar neste ano, não com o pé direito, mas com vinte e três biqueiradas em qualquer coisa de madeira, e com vinte e três beijos na tua boca. É este o meu desejo. E se em ti, como em mim, houver qualquer coisa de Americano, mais concretamente de Nova-Iorquino, façam-se os New Year Resolutions:
-Amor, para mim e para ti;
-Saúde, para mim, para ti, e para quem nos é querido (desculpem lá, não estou a dizer por mal nem a ser egoísta, ela percebe)
-Paixão, bués mesmo.
-Gonna read more books, gonna keep up with the news, Gonna learn how to cook, spend less money on shoes...
-Turururururururu...
-Apanhar coldplay contigo.
-Acabar o bloquinho contigo, comprar mais um.
-E epa, principalmente, voltarmos ao nosso melhor, e temos que nos motivar e estimular um ao outro, mesmo.
-Dizer, todos os dias, que sou feliz contigo, e sou.
E, para finalizar, tenho só uma coisa para te dizer:
JAMIE CULLUM FUCKING SAID:
Gonna drink less beer, and start all over again!
Next Year, TURURURURURURURU!
Amo-te. Porta bem, carinho.
*A primeira habitação somos nós, a segunda habitação é o bloquinho, a terceira o blogue. Viveremos onde quiseres.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Receita
Bacalhau ao Natural
Ingredientes:
1 posta de bacalhau
1 litro de água
1 CD de Jimmy Cliff
1 pacote de chá biológico
Deite a água dentro de uma chaleira e ponha ao lume. Ligue a alta fidelidade e ponha o Cd de Jimmy Cliff, se possível na faixa «By The Rivers Of Babylon». De seguida, disponha-se numa rede ou em alternativa o sofá. Não refogue nada e espere até que a água ferva. Deixe tudo ao natural, não demolhe o bacalhau. Arranque as barbas ao bacalhau, não ceda à tentação de fazer um bacalhau à anos 70 (não caia no ridículo, bacalhaus desses só mesmo nessa altura é que se comia).
Entretanto ponha a saqueta de chá dentro da chaleira e deixe repousar durante alguns minutos. Converse com os amigos que previamente convidou e deixe fluir uma energia positiva que se sinta em toda a casa. De seguida partilhe o chá demoradamente. Entretanto o bacalhau está pronto.
Coloque-o numa travessa e leve-o para a sala acompanhado de garfos q.b. Sorria. Fique feliz. Porque apesar de seco é natural.
Ingredientes:
1 posta de bacalhau
1 litro de água
1 CD de Jimmy Cliff
1 pacote de chá biológico
Deite a água dentro de uma chaleira e ponha ao lume. Ligue a alta fidelidade e ponha o Cd de Jimmy Cliff, se possível na faixa «By The Rivers Of Babylon». De seguida, disponha-se numa rede ou em alternativa o sofá. Não refogue nada e espere até que a água ferva. Deixe tudo ao natural, não demolhe o bacalhau. Arranque as barbas ao bacalhau, não ceda à tentação de fazer um bacalhau à anos 70 (não caia no ridículo, bacalhaus desses só mesmo nessa altura é que se comia).
Entretanto ponha a saqueta de chá dentro da chaleira e deixe repousar durante alguns minutos. Converse com os amigos que previamente convidou e deixe fluir uma energia positiva que se sinta em toda a casa. De seguida partilhe o chá demoradamente. Entretanto o bacalhau está pronto.
Coloque-o numa travessa e leve-o para a sala acompanhado de garfos q.b. Sorria. Fique feliz. Porque apesar de seco é natural.
sábado, 17 de novembro de 2007
O Bairro Alto
Não sei se já despachaste o etmóide ou não, estou de costas para ti à procura de um projecto para amanhã. Fazemos dois anos.
Encontrei pouco ou nada pela net, parece-me que se vai improvisar amanhã.
Pas mal, já se anda a aprender isso.
Mas ainda assim encontrei isto:
"O meu nome é Isalina Carvalho e nasci no Bairro Alto em 1944.
O Bairro Alto encontra-se empoleirado na encosta da mais alta das sete colinas de Lisboa. É um dos bairros mais antigos da capital (mais de 400 anos) e também um dos mais populares.
Desde os grandes trabalhos de renovação realizados na década de 90 pela câmara municipal, o bairro já não é exactamente o bairro pitoresco da minha infância mas ainda lhe estou fielmente apegada.
Adoro as suas inumeráveis ruelas repletas de histórias, as suas escadarias que descem rapidamente as encostas da colina, as suas fachadas de cores usadas, as suas varandas floridas em ferro forjado, as suas livrarias antigas, as suas tascas espalhadas onde ainda podemos beber um vinho branco ou um Porto sem idade, o seu miradouro Santa Catarina, o seu eléctrico, os seus ambientes sonoros e os seus odores a sardinha assada.
Sair para ir beber um copo e cantar, isto faz parte da cultura profunda do meu bairro. Isto continua a fascinar-me, assim como o fará sempre.
O Bairro Alto é o teatro da minha vida."
Encontrei pouco ou nada pela net, parece-me que se vai improvisar amanhã.
Pas mal, já se anda a aprender isso.
Mas ainda assim encontrei isto:
"O meu nome é Isalina Carvalho e nasci no Bairro Alto em 1944.
O Bairro Alto encontra-se empoleirado na encosta da mais alta das sete colinas de Lisboa. É um dos bairros mais antigos da capital (mais de 400 anos) e também um dos mais populares.
Desde os grandes trabalhos de renovação realizados na década de 90 pela câmara municipal, o bairro já não é exactamente o bairro pitoresco da minha infância mas ainda lhe estou fielmente apegada.
Adoro as suas inumeráveis ruelas repletas de histórias, as suas escadarias que descem rapidamente as encostas da colina, as suas fachadas de cores usadas, as suas varandas floridas em ferro forjado, as suas livrarias antigas, as suas tascas espalhadas onde ainda podemos beber um vinho branco ou um Porto sem idade, o seu miradouro Santa Catarina, o seu eléctrico, os seus ambientes sonoros e os seus odores a sardinha assada.
Sair para ir beber um copo e cantar, isto faz parte da cultura profunda do meu bairro. Isto continua a fascinar-me, assim como o fará sempre.
O Bairro Alto é o teatro da minha vida."
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Citando:
Bacalhoeiro:
"Não actues, sê real.
Quanto mais natural fores,
quanto mais honesto,
mais perto estarás do teu clown.
Olhas recordas...
Energia alta!
Faz rir com o que és,
a maneira com que fazes as coisas...
Não procures o riso, encontra-o."
"Não actues, sê real.
Quanto mais natural fores,
quanto mais honesto,
mais perto estarás do teu clown.
Olhas recordas...
Energia alta!
Faz rir com o que és,
a maneira com que fazes as coisas...
Não procures o riso, encontra-o."
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Texto pictórico.
Há qualquer coisa de leve na tua mão. Qualquer coisa que aquece o coração. Há qualquer coisa quente quando estás. Qualquer coisa que prende e nos desfaz. E Two Days in Paris desfez-nos em gotas de mar salgado. Foi ali, depois de tantos naufrágios em mares distantes, que percebi que aquela miúda loira, desequilibrada e francesa nos queria dizer alguma coisa. We let her sing us a waltz. "Sou parecida com ela?" "Não." "Eu acho, tanto." E não dissemos mais nada. Eu acho-me mesmo parecida com ela. Talvez ela seja a minha pessoa em dimensão hiperbólica. Não sei. Ela faz o que faço. Ela passa-se como eu. Ela tem a mesma sensibilidade que eu. Very French, very me. Não sei, repito. Mas ela tem o dom da retórica que eu não tenho. Ela é mais sensata depois de causar todas as perturbações à sua volta, ambas estamos geneticamente progamadas para isso, para o caos. Ela depois de uma Guerra de Cem Anos é capaz de discursar pacificamente e persuadir quem a ouve. Eu não. Sou péssima em oratória. Quantas batalhas já perdi contigo por não saber expressar aquilo que me faz tremer? Admiro-a no sentido de ter o conhecimento de se materializar em palavras e terminar com um breve ponto final. Eu não. Eu sou uma suspensão, acabo em reticiências. No entanto, sou previsível. O filme não é fascinante, mas é excelente. Só pela simples coisa: Serendipity. Paris é Lisboa. Lisboa sou eu. Há qualquer coisa na luz de Lisboa que nos faz ficar. Despimo-nos de máscaras e deixamo-nos queimar pelos raios do anonimato. E é tão bom fazer UUU e ouvir-se eco num autocarro amarelo. Não se sente vergonha, está-se de postura claramente descontraída na capital. O Bairro Alto e aquele espaço branco que combina livros antigos com cavalos de baloiço. E o homem velhote que foi responsável pelo guarda-roupa do filme Laranja Mecânica? É demasiado grande, demasiado pequena. Quando chego à terrinha, tudo me é familiar: a estação rodoviária, as lancheiras quentinhas do LanXeirão, a frutaria que fecha só às 20:30. É-me familiar pelo número de vezes que já frequentei esses espaços. Por outro lado, em Lisboa nada me deixa de ser familiar porque aquilo que vejo é aquilo com que sonho. Tanto toco, sinto, vejo e choro nos sonhos como na realidade. As sensações permanecem. "É Medicina, é por baixo, é por cima, é a malta mais potente. É a malta do caralho, é quem tem maior vergalho, é quem fode toda a gente!" Esta é a poesia possível do meu curso. Uma pessoa até acha piada a este tipo de rima fácil-ordinária, mas facilmente se cansa também. Queria já fazer o juramento de Hipócrates e dedicar-me ao ofício, ao sacerdócio. Hei-de ser uma boa médica e tratar com dignidade os doentes. Ah, atenção: não disse pacientes nem utentes, disse doentes. Não quero ser técnica de saúde. Vês? Já estou com discurso à Santana. Engraçado. Quero dar assistência médica e dançar. Quero conciliar estas prioridades. Sempre consegui fazê-lo e não é pela exigência do curso ou pela vasta área da cidade que vou deixar de conseguir. Para semana, começo. E tu, esse Scheme? É fixe? Bugg. Double g? Não sei nada disso. Temos que nos ajudar um ao outro e namorar para sermos felizes, não para sofrermos. Isso é uma estupidez. As crises de défice de atenção são ridículas, "estar a rachar lenha" é desnecessário, o ciúme vingativo é pior que fumar. Quero que saibas que não gosto de brincar aos namorados, gosto do género dramático em palcos de teatro, não nas nossas ruas. Vamos crescer. Vamos dividir tempos em ecopontos. Precisamos de nos renovar, reutilizar, reciclar. Somos tão novos e já temos muitas rugas de expressão. Sabias que a largura máxima de um veículo é 2,55 metros?
Diálogo Final, só de um filme.
"To sum up the four hours of discussion that followed, it's not easy being in a relationship much less to truly know the other one and accept them as they are and with all their flaws and baggage. Jack confessed to me his fear of being rejected if I truly knew him, if he showed himself totally bare to me. Jack realized after two years of being with me that he didn't know me at all nor did I know him. And to truly love each other, we needed to know the truth about each other, even if it's not so easy to take. So I told him the truth, which was I'd never cheated on him and I also told him that I'd just seen Matthieu that afternoon. He did not get mad at me because nothing had happened, of course. I confessed to Jack that the toughest thing for me was to decide to be with someone for good, the idea that; this is it, this is the man I'm going to spend the rest of my life with. To decide that I will make the effort to stay and work things out and not run off the minute there is a problem, is very difficult for me. I told him I could not be full with just one man for the rest of my life, it was a lie but I said it anyway. He asked me if I thought I was a squirrel, collecting men like nuts to put away for cold winters. I thought it was quite funny. And he said something that hurt my feelings. The tone changed drastically. Then I misunderstood what he was sayiing, I thought he meant he didn't love me anymore and I thought he wanted to break up with me. It always fascinates me how people go from loving you madly to nothing at all, nothing. It hurts so much. When I feel someone is going to leave me, I have a tendency to break up first before I get to hear the whole thing. Here it is. One more, one less. Another wasted love story. I really love this one. When I think that its over, that I'll never see him again like this.... well yes, I'll bump into him, we'll meet our new boyfriend and girlfriend, act as if we had never been together, then we'll slowly think of each other less and less until we forget each other completely. Almost. Always the same for me. Break up, break down. Drink up, fool around. Meet one guy, then another, fuck around. Forget the one and only. Then after a few months of total emptiness start again to look for true love, desperately look everywhere and after two years of loneliness meet a new love and swear it is the one, until that one is gone as well. There's a moment in life where you can't recover any more from another break-up. And even if this person bugs you sixty percent of the time, well you still cant live without him. And even if he wakes you up every day by sneezing right in your face, well you love his sneezes more than anyone else's kisses. I wasn't sure which part you wanted exactly, so here's the whole thing. It's a dirty world Reich, say what you want."
2 Days in Paris, Julie Delpy, 2007.
Surpresa
Viseu quer dizer muita coisa, e desta vez para ti, esperemos que a última, significa "net". E net já sabemos o que significa. Net = páginas da net = blogger = Vinte e três.






Então, aqui vai um apanhadinho do mês de Outubro, nulo em postagens.
Este dia, 23 de outubro, indica o dia 23 do mês 23 de namoro. Coisa assim regressa só e somente no dia 23 do ano 23 de namoro. É de realçar. Há coisas que nunca mais voltam, há que pegar nelas da melhor maneira para que quando se olhe para trás se pense nelas como algo inescurecível.
Should i go back, should i go back, should i?
Nota brevis: Mudou-se a música. um dois três e quatro.






terça-feira, 25 de setembro de 2007
Aroma chapitusco.
Rotina perfumada em almofadas.

- Alcabideche. Autocarro. Cascais. Comboio (carruagem zoo). Cais do Sodre. Metro. Alameda.
- Casa. A pé. Liceu.
- Algebra. Problemas. Laboratório. Reacções e experiências de bata branca.
- Biologia. Reprodução. Português. Pessoa e heteronímia. Matemática. Probabilidades e Combinatória.
- Casa. Saudade. Pânico. Especulações. Ansiedade. Relógio.
- Companhia. Dança. Movimentos corporais impessoais. Concentração num corpo que não é meu. Staccatos. Chuva no regresso. A pé. Solidão. Casa.
- Surpresas. Correio. Cartas. Presentes. Telefonemas "Gostaste?". Insuficiência.
- 10:00pm. Prendas. Cartas. Telefonema "Então?". Insatisfação.
- Radiohead. High and Dry. Cigarro. Telefonema. Cama. Dores.
- Jeff Buckley. Everybody here wants you. Chã a ferver. Telefonema. Cama. Fantasmas.
- Amor. Amor. Amor. Poesia ao ritmo da deambulação. Desafio ao destino e a sorte.
- Amor. Amor. Amor. Fogo transformador e lava incandescente. Pronta ao sacrifício.
Cada ponto (.) e uma sms que sopra o verbo que não hesita em impor-se ao trovão das noites.
Para ti, João.
sábado, 22 de setembro de 2007
Provincianos
Olha, entre outras coisas, a música que coloquei no blogue foi pouco ovacionada.
ou então, também posso começar assim:
Olha, entre outras coisas, lembro-me perfeitamente de um dia aqui em Cascais, me dirigir ao centro, a uma loja de música porque queria comprar uma clássica, nem que custasse dois chavos, para te tocar isto.
Sabes, há sempre, no mínimo, duas maneiras de se escrever uma coisa. Tudo se diz para que haja uma reacção em quem ouve, e as duas maneiras são aquelas que vêm desde o Senhor dos Anéis até ao Luke Skywalker e seu pai, a maneira de se dizer para o Bem e para o Mal. Exemplifique-se:
Foda-se, que merda de semana, andei como a merda a pé, não arranjámos casa para Ti, e ainda por cima fiquei cá a trabalhar, e tu ainda por cima mandas-me postas de bacalhau à cara.
ou...
A semana foi boa para mim, foi como o episódio da praia, só que agora fui eu a sentir o quanto teu amigo sou, mas acho que também o soubeste. Eu sei que não te dei a tua cascata-individual, mas por falta de empenho não foi, para além disso, vai partir de mim a tua liberdade em Lisboa, caso contrário, como acordavas e ias para a faculdade? De mapa? Não, não és turista de Lisboa, és ser de Lisboa, Inês. E eu vou funcionar assim contigo; Queres ir à bica? Okay, tu decides, eu levo-te, e depois já sabes o caminho, pois sabes o quanto és pequenina e te perderias aqui sem mim. Mas eu ensino-te e tu segues.
(vês? Se queres achar que vim dizer "fds" porque estavas aí com o Carlos e etcetera, pensa melhor, a minha casa tem sempre cotonetes, e eu disse-te que fiquei desiludido pela falta de procura quando não te procuro)
Ah, outra coisa. Porquê tanto problema com ficares lá uns tempos? Não me deixes acreditar que só sou teu namorado para ti, porque isso dá barraca; Já te disse, acima de tudo sou teu amigo, quantos mais problemas arranjas pior me deixas por não te entender. É claro que também acho muito cedo, blá blá blá, fartarmp-nos e não sei quê, mas é uma solução, e uma solução em que não te faltará nada, incluindo essas tuas reivindicações desnecessárias que me enfureceram. Já as terias sem pedir, tenho medo de te perder, quero ser melhor para ti. E falta-me ouvir coisas da tua boca que tão bem sabem ouvir, a única coisa da qual estou cansado é dos subentendidos.
Nunca sonhaste entrar em medicina, certo? Pois, eu também nunca sonhei entrar em info, mas gostava de. Tu sentes o mesmo que eu sei. Certo, estudavas com uma casa-cascata. Alguém ta tirou? Não estás a ser humilde com a vida, nem grata. Eu tive que ser estúpido para me darem a oportunidade sequer, e tu ainda de queixas, já a tendo de início. A sério, é de um egoísmo imenso dizeres que nada da tua vida presta e que és uma sem-abrigo. Sem-abrigo é aquele que estava ao pé da PJ, percebes bem?
Se soprares, é vento?
Desde quando é que te sentes mal quando estás nua? Podes sempre demorar 30 minutos no banho? Deixas sempre os pratos por lavar em minha casa?
Ficarás perto de quem te vê mais bonita, nua, vestida. Eu quero sentir isto quando eu for o sujeito, e custa-me.
Escuta, estás a entrar na fase da tua vida em que ficar 30 minutos no banho tem custos, é bom que percebas isso. Daí, é preciso ser-se forte e determinado, e consciente de que a vida às vezes é muito fodida, mas que ao seres persistente ganhas o direito a banhos até ficares com a pele de velho de tanta água.
Eu sei que não queres que te chame de egoísta. Desculpa. Mas a única coisa que me custa actualmente na minha vida, é sentir tanta falta de ti e do meu pai. Ele por uma questão profissional, económica, paterna. Ele está a fazer um sacrifício por mim. Sinto a tua falta porque não sei, percebes? Porque não te sinto por perto a toda a altura, e isto tem pouco a ver com barragens cheinhas de sms's ou chamadas, ou tardes inteiras e pôres-do-sol bonitos todos os dias. E se não queres perder mais nada da tua vida, a solução não é as que inventas, como que saídas de um livro de parvoíces. Tirei-te muito, sei e tenho noção, e sei o quanto quero que tudo seja como queres para que sejas feliz, mas para isso preciso de ser ajudado também, não te vou dizer algo amistoso quando me chamas de cabrão. Sim, é assim mesmo. Sei fazer das tripas coração, mas às vezes gostaria de te ver a cometer um sacrifíciozinho por mim sem te custar e me passares o dia inteiro a azucrinar a cabeça por causa disso.
Prometo ser melhor, sim.
E insisto na mesma coisa desde que se nota neste blog que se apagaram as coisas para ti. Não sinto uns olhos apaixonados recaírem sobre mim há muitas noites, não sinto uma mensagem fora-da-lei sobre mim há muitas noites. Não te vejo a procurar 23's em Lisboa. E Inês, a cura disto tudo está no amor, acredita.
Sou tão da aldeia como tu. Cortava o cabelo à tigela, vestia benetton, via os power rangers, pedi ao meu avô espadas de madeira. Agora, guio-me quase cego em Lisboa. Faltas-me lá tu. Diz-me o mesmo. Diz-me que me queres, perto e sempre, não longe e conforme o semáforo, e eu curo-te as maldades.
Estou em informática, mas olha para mim como o teu médico.
ou então, também posso começar assim:
Olha, entre outras coisas, lembro-me perfeitamente de um dia aqui em Cascais, me dirigir ao centro, a uma loja de música porque queria comprar uma clássica, nem que custasse dois chavos, para te tocar isto.
Sabes, há sempre, no mínimo, duas maneiras de se escrever uma coisa. Tudo se diz para que haja uma reacção em quem ouve, e as duas maneiras são aquelas que vêm desde o Senhor dos Anéis até ao Luke Skywalker e seu pai, a maneira de se dizer para o Bem e para o Mal. Exemplifique-se:
Foda-se, que merda de semana, andei como a merda a pé, não arranjámos casa para Ti, e ainda por cima fiquei cá a trabalhar, e tu ainda por cima mandas-me postas de bacalhau à cara.
ou...
A semana foi boa para mim, foi como o episódio da praia, só que agora fui eu a sentir o quanto teu amigo sou, mas acho que também o soubeste. Eu sei que não te dei a tua cascata-individual, mas por falta de empenho não foi, para além disso, vai partir de mim a tua liberdade em Lisboa, caso contrário, como acordavas e ias para a faculdade? De mapa? Não, não és turista de Lisboa, és ser de Lisboa, Inês. E eu vou funcionar assim contigo; Queres ir à bica? Okay, tu decides, eu levo-te, e depois já sabes o caminho, pois sabes o quanto és pequenina e te perderias aqui sem mim. Mas eu ensino-te e tu segues.
(vês? Se queres achar que vim dizer "fds" porque estavas aí com o Carlos e etcetera, pensa melhor, a minha casa tem sempre cotonetes, e eu disse-te que fiquei desiludido pela falta de procura quando não te procuro)
Ah, outra coisa. Porquê tanto problema com ficares lá uns tempos? Não me deixes acreditar que só sou teu namorado para ti, porque isso dá barraca; Já te disse, acima de tudo sou teu amigo, quantos mais problemas arranjas pior me deixas por não te entender. É claro que também acho muito cedo, blá blá blá, fartarmp-nos e não sei quê, mas é uma solução, e uma solução em que não te faltará nada, incluindo essas tuas reivindicações desnecessárias que me enfureceram. Já as terias sem pedir, tenho medo de te perder, quero ser melhor para ti. E falta-me ouvir coisas da tua boca que tão bem sabem ouvir, a única coisa da qual estou cansado é dos subentendidos.
Nunca sonhaste entrar em medicina, certo? Pois, eu também nunca sonhei entrar em info, mas gostava de. Tu sentes o mesmo que eu sei. Certo, estudavas com uma casa-cascata. Alguém ta tirou? Não estás a ser humilde com a vida, nem grata. Eu tive que ser estúpido para me darem a oportunidade sequer, e tu ainda de queixas, já a tendo de início. A sério, é de um egoísmo imenso dizeres que nada da tua vida presta e que és uma sem-abrigo. Sem-abrigo é aquele que estava ao pé da PJ, percebes bem?
Se soprares, é vento?
Desde quando é que te sentes mal quando estás nua? Podes sempre demorar 30 minutos no banho? Deixas sempre os pratos por lavar em minha casa?
Ficarás perto de quem te vê mais bonita, nua, vestida. Eu quero sentir isto quando eu for o sujeito, e custa-me.
Escuta, estás a entrar na fase da tua vida em que ficar 30 minutos no banho tem custos, é bom que percebas isso. Daí, é preciso ser-se forte e determinado, e consciente de que a vida às vezes é muito fodida, mas que ao seres persistente ganhas o direito a banhos até ficares com a pele de velho de tanta água.
Eu sei que não queres que te chame de egoísta. Desculpa. Mas a única coisa que me custa actualmente na minha vida, é sentir tanta falta de ti e do meu pai. Ele por uma questão profissional, económica, paterna. Ele está a fazer um sacrifício por mim. Sinto a tua falta porque não sei, percebes? Porque não te sinto por perto a toda a altura, e isto tem pouco a ver com barragens cheinhas de sms's ou chamadas, ou tardes inteiras e pôres-do-sol bonitos todos os dias. E se não queres perder mais nada da tua vida, a solução não é as que inventas, como que saídas de um livro de parvoíces. Tirei-te muito, sei e tenho noção, e sei o quanto quero que tudo seja como queres para que sejas feliz, mas para isso preciso de ser ajudado também, não te vou dizer algo amistoso quando me chamas de cabrão. Sim, é assim mesmo. Sei fazer das tripas coração, mas às vezes gostaria de te ver a cometer um sacrifíciozinho por mim sem te custar e me passares o dia inteiro a azucrinar a cabeça por causa disso.
Prometo ser melhor, sim.
E insisto na mesma coisa desde que se nota neste blog que se apagaram as coisas para ti. Não sinto uns olhos apaixonados recaírem sobre mim há muitas noites, não sinto uma mensagem fora-da-lei sobre mim há muitas noites. Não te vejo a procurar 23's em Lisboa. E Inês, a cura disto tudo está no amor, acredita.
Sou tão da aldeia como tu. Cortava o cabelo à tigela, vestia benetton, via os power rangers, pedi ao meu avô espadas de madeira. Agora, guio-me quase cego em Lisboa. Faltas-me lá tu. Diz-me o mesmo. Diz-me que me queres, perto e sempre, não longe e conforme o semáforo, e eu curo-te as maldades.
Estou em informática, mas olha para mim como o teu médico.
A Casa da Cascata não apareceu.

Nunca sonhei em entrar em Medicina. Nunca sonhei ser médica ou mais do que isso. Sonhava, muitas vezes e acordada, com a minha 'casa cascata'. Não apareceu. Procurei-a contigo, mas não tivemos sorte nem vento.
Lisboa absorveu as minhas lágrimas. Choro. Desespero. Homeless. Sentir-me desalojada numa 'cidade-capital' é duro, muito duro. Sentia-me nua. Não ter casa em Lisboa é igual a não poder demorar 30 minutos no banho; é não poder jantar e pensar 'lavo isto amanhã'; é não poder descalçar-me sem hesitações.
Estiveste comigo sempre, eu sei. Dizias-me sempre onde ficavam os sítios, 'já falta pouco' era o que afirmavas nas correrias de mãos dadas comigo. Desculpa algum excesso, mas sou provinciana.
Viver contigo é a solução temporária. 'Até ao Natal' dizem os meus pais. Não interessa até quando. Interessa é que estejamos bem. Não é fácil ser-se casal num apartamento universitário.
Nada é fácil. Vou-me esforçar. Não me chames de egoísta, imploro-te. Já perdi muita coisa em jogos de afectos contigo e em acções de altruísmo para connosco, não quero perder mais nada nesta etapa de experiências individuais.
Vai correr tudo bem. Vamos começar de novo. Controla os teus vícios e os teus instintos. Eu hei-de controlar os meus também, grande parte deles são reflexo dos teus.
Senti tudo o que disse,
Amo-te
( mais isto )
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